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domingo, 29 de janeiro de 2012

Remediozinho santo

Com uma coisinha destas na língua podia até ser que em vez de tanto falar (e ter sempre razão) se limitasse a andar com a língua de fora com o piercing para trás e para diante. Isso é que era uma coisa bem feita.
[e um sossego para os meus ouvidos]

domingo, 28 de novembro de 2010

Se o dizes...

... não serei eu a contrariar-te. Aliás, estou aqui cheínha de esperança que tenhas razão. O meu problema é que eu não sei exactamente em que fase estamos. Se ainda na primeira ou se já passámos à segunda - parece-me que andamos num misto das fases um e dois, tipo... fase um e meio. Por via das dúvidas, vou preparar-me para a terceira. A quarta é a mais linear - nunca perco.

Em limite não perco a lição.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E os dois serão um só

O que era para ser apenas uma resposta transforma-se num post, só porque de repente esta coisa não me deixa comentar. Eu não consigo comentar no meu próprio blogue. Ok, muda-se o formato, mantém-se o conteúdo, ou seja, a mensagem. E é o que importa, afinal. Veio a propósito do post anterior e do comentário a ele. Foi o seguinte:

Ao fim do dia, se por algum motivo nos afastámos ou perdemos, deve bastar-nos voltar para nós próprios. E permitir-nos sorrir-nos ao abrir a porta e com sorrisos, e risos também, "acender as luzes no horizonte à medida que a noite cai".

Ao que quero responder dizendo

Na mouche, mana. Era essa mesma a mensagem. É preciso saber estar sozinho para se poder ser boa companhia para outrem. Voltar para alguém por não se saber estar só ou, pior, para se fugir da própria companhia, é uma maldade. Para o próprio e para o outro. Sobretudo se este outro se julgar amado quando não é, afinal, mais do que (um mal) necessário.

Ia rematar por aqui, numa repetição do exercício de tudo-ou-nada, um tanto radical, que tantas vezes faço, quando achei que devia ser mais realista. Senti-me na obrigação de dizer o que falta da verdade, que aqueles dois casos acima não são o que mais acontece. Na vida real, o mais comum, mesmo, é ser nem uma coisa nem outra. Ou seja, nem se volta porque se quer para quem se quer e que quer o mesmo, nem se volta para um mal menor, que nem por isso se quer, e que anda iludido julgando-se querido. Não.

O mais comum, mesmo, é termos dois actores, em sincronia, bem (in)conscientes, actuando na mesma farsa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ligação (in)directa


Enganam-se quando me tomam o São os teus olhos por frase feita ou saída de mal disfarçada modéstia. Não é. É a verdade dita da forma mais simples, que é a forma que o povo encontra para dizer as coisas sábias.
É nos olhos de cada um, por terem ligação directa com o coração, que está a beleza. E nós temos, por vezes, a felicidade de ser em nós que ela se projecta, ou, melhor ainda, ser em nós que ela acontece. E tem zero de objectividade.

Já o que se faz a partir daí, com a beleza que se vê ou que em nós é vista, depende de cada um. Depende, sobretudo, de se fazer, ou não, ligação directa. À cabeça.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Está a ser assim...


... a minha última tarde de 2009 - a fazer algo de que gosto para quem gosto.
E para ilustrá-lo, nada melhor que esta moça, que é da mesma colheita que eu, e com quem partilho uma crença: a de que é francamente possível a convivência com um homem desde que cada um tenha a sua casa-de-banho.

E volto para junto do meu forno, onde doura um lombo recheado com ameixas e farinheira. Enquanto isso, vou tratar das cebolinhas para caramelizar. Até já. Ou até para o ano.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vai lá, vai


... sim, vai que tens de ir.

Vou lá dentro procurar uma receitinha de doce, sim? Há que fazer algo com a abóbora.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ai mulher!


Tem calma. Olha bem à tua volta. Depois olha para ti. Para dentro e para fora. Depois, levanta as mãozinhas. Sim, levanta-as. Isso, em direcção ao céu... Agora agradece.
E pára de pensar que o verde é mais vibrante dentro da cerca dos outros, ok?
É que se ao menos te desses conta que a tua cerca... Qual cerca?
Tonta!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Talvez não espere


A tarde passou assim, com risos, chá e crumble de amoras silvestres, as últimas das apanhadas pela miúda mais pequena manhã cedo em Setembro.
Entregou-me uma caixa cheia, com um sorriso ainda maior e as pontas dos dedos azuladas. Estavam tão maduras, algumas desfizeram-se..., riu-se. Lavei-as, escorri-as e congelei-as para as gastar depois, devagar. Para saboreá-las demoradamente, quando o frio tivesse chegado e apetecesse sentir a doçura do sol de verão.
Hoje à tarde, entre risos, chá e crumble de amoras silvestres colhidas pelas mãos da miúda mais pequena, a que tem mãos muito brancas e esguias, esqueci a agenda cheia das próximas duas semanas e achei que que há coisas que não são para serem adiadas.


Não me parece que vá esperar que 30 de Janeiro passe.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vão-se... os dedos


Parece fácil percebermos que aliviarmo-nos de coisas nos liberta. Temos menos do que cuidar, menos a proteger, menos a manter, menos a temer que nos seja tirado. Sobra-nos então mais tempo para vida e para a liberdade. Parece fácil mas não o é para todos, pelo menos não sem uma paulada daquelas que a vida sabe dar tão bem. Parece-me.
Desfiava eu o discurso da tal facilidade, chapa três, frases feitas, quando me doeu a verdade que é o facto de ser tão frequente a falha na avaliação do que é realmente importante. E falha até um dia, que é o dia em se vão as pessoas e ficam as coisas. Todas, metade delas, ou lá que porção for. Uma espécie de vão-se os dedos e ficam os anéis.
Vão-se os dedos que cuidavam, que protegiam, que mantinham.

Há coisa de um mês voltei a usar anéis, entretenho-me a rodá-los, estranho-os. Durante muitos anos tive apenas dedos.

domingo, 8 de novembro de 2009

E se?


Pergunto-me, não a ti, se não seria dia disto mesmo, de café acabado de fazer e croissant trazido a casa de manhã cedo? E retalhos de uma estória, depois.
Ao invés, preparam-se apresentações. Não me digas nada, é tudo retórica tra me e me.

sábado, 10 de outubro de 2009

E quando a prima donna é ele?


Tinha para mim que os homens eram mais chegados à terra, com menos manias do que nós. Que não falam por rodeios, vão directos ao assunto e que, sobretudo, são mais dados a caçar do que a serem bunnys ou bambys, ou seja, a serem caçados.
Sempre li, ouvi dizer e me disseram, vis-à-vis, que detestam mulheres chatas e piegas, que os perseguem com telefonemas e sms's, que fazem birras e amuam quando eles não lêem nas entrelinhas (queridas, não adianta, eles raramente sabem o que são entrelinhas, mas isso também não interessa aqui nem agora).
Pois bem, crescendo e aprendendo: há-os com todas as características que tanto criticam nas mulheres.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quem quer...

... encontra um meio.

Não sei se a teimosia frutifica, a tenacidade sei que sim. Isto o que é? É outro neurónio a menos- diz a tainha.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sal, sol e soldades


Depois houve convívio e muito riso. A tarde foi de preguiça, passada na praia. Areia, corpo salgado de mar e sol, malgré os avisos sobre a radição UV elevada. A que senti ao fim do dia sob a água morna do chuveiro, à noite contra os lençóis e hoje, ainda, sob a t-shirt.
Sei que é burrice e que não é para repetir mas, tra me e me, soube-me bem, teve o sabor da adolescência - quando o começo das férias era marcado pelo primeiro escaldão do verão.

Sim, sei, penitentiate, ha fatto male: sol, sal e vento são bons para seca do bacalhau. Mas tinha soldades como dizia o mano quando era pequeno...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Grátis, mesmo grátis.


Acordei assim por dentro. Sem pressa, dei comigo a sorrir à coelha, ao vaso da salsa, às nuvens cinzentas sobre o rio, e a pensar como gosto das manhãs frescas. À minha volta tudo parece igual a ontem, nem um motivo mais, nem um menos, para este entusiasmo. 

Já passa das três da tarde e o ribombar continua. E se for uma crise cardíaca e não alegria de viver, assim, só porque sim?

Porquê a dificuldade em acreditar nas coisas simples?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Síndroma de carpa dourada


Cada um tem aquilo que o puxa. A mim calhou ser o rio.

Hoje almocei à sua beira, olhando as tainhas. Nadam ora em pequenos grupos ora sós nas águas de brilho nacarado do óleo dos motores e tantas vezes opacas do que Lisboa ainda despeja no Tejo. Junto às docas, entre os veleiros, onde a água do rio reflecte o azul do céu, fazem piruetas quase ao jeito da Esther Williams e têm um ar alegre, de quem está de bem com a vida.
Pouco se pesca tainha, quase sempre por diversão. No anzol vão só as mais tontinhas, as que se julgam promovidas a carpas douradas.

As tainhas são do rio, mas não é preciso lá ir para ver disto.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sono repara-dor

Vi no blogue do Bagaço amarelo ontem e resolvi prestar atenção ao meu caso: adormeço como a maioria e acordo na posição adoptada por menos pessoas.
Ainda de acordo com o estudo que ele refere, concluo que me deito com a atitude com que passo os dias - de casca dura, a resguardar a sensibilidade que possa haver cá dentro - e acordo amistosa, pronta a ouvir os outros e a ajudar.
Nada de realmente surpreendente, já que sempre ouvi falar no efeito reparador do sono. Vou tentar fazer umas sestas, a ver se chego tratável e amiguinha dos outros ao final do dia. É que me tem sido difícil. Mesmo.
PS: É a (de)formação profissional que me obriga a perguntar pelos 11% que faltam, não a insónia da noite passada.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Parar

Saber fazê-lo no momento certo é dificílimo. Mais corrente é percebermos, a posteriori, que deveríamos tê-lo feito antes. E se na maioria das vezes este passar do ponto óptimo é inconsequente, traz-nos conhecimento e pode até ter graça, casos existirão em que não é bem assim, e pagamos caro o esticar da corda.
Serviu-me o exemplo desta manhã, corriqueiro e inconsequente o mais possível, para me lembrar disso mesmo. Estando dependente da aquisição de uma chave philips de tamanho adequado o eventual regresso do ferro de engomar lá de casa às suas funções, resolvi arriscar a entrada numas calças que me ficavam apertadotas no ano passado. Para meu espanto estavam folgadinhas, folgadinhas, eu uma elegância lá dentro. E que fez a menina em vez de se deixar ficar no xa-la-la-la-la toda contente? Foi a correr vestir umas outras, cinzentas como a tristeza e estreitas como a visão dos invejosos o que, claro, a deixou tal embutido de cerdo ibérico e a calou num ápice.

A ousadia dá graça à vida, mas agir sistematicamente de forma irreflectida é outra coisa e tem nome- estupidez.
Este post não tem pés nem cabeça, tal como não tem a ver com trapos ou dramas-de-balança. Não tem ponta por onde se lhe pegue e só quer dizer uma coisa: ando preocupada.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Body language

Num outdoor de publicidade, um candidato às Europeias surge de braços cruzados. A mensagem que recebo vendo isto não é, creio, a que ele pretende passar. Ou é?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Kissing a fool

O Tejo contribui para a minha felicidade. E é quando o cruzo, por vezes noite alta, que me apaixono, breve e assolapadamente, e hoje não foi diferente. Foi enquanto te ouvia.


E se me perguntassem, responderia como tu, Michael, acho que até sem pensar tanto. Mas só enquanto cruzava o Tejo com Lisboa iluminada elevando-se das águas. A visão da beleza faz-me coisas destas, apaixonar-me breve e assolapadamente...
Depois passa-me. Who wants to kiss a fool?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Feira

É vaidosa. Tanto que se torna excessivamente prestável e solícita sorrindo à sobrecarga desde que os outros a reconheçam como carregando o mundo às costas. A vaidade sedenta tem destas coisas, de se confundir com bondade...

E a mim nada disto teria incomodado, não fosse ter colidido com a minha própria vaidade. Resta-me alegrar-me por me ter contido deixando-me ficar calada. A astúcia não permite a língua demasiado solta e eu ambiciono a primeira... Preferi não abrir a boca por causa da tal coisa, de por lá morrer o peixe. É que eu, talvez mais vaidosa ainda, quero a vaidade de já não ter vaidades mas apenas rir-me delas.
Talvez um dia melhore a sério. Para já, apetece-me apenas refinar-me...