segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Eisenhower matrix - tomo II

Sábado foi de aguaceiros. O céu estava bonito com as nuvens rápidas, a maré alta, picada, as gaivotas num desassossego. Tinha-me prometido que sairia assim que a chuva parasse e assim o fiz. Fui até ao rio. A pé. Tinha na manga, continua cá, a volta de bike, o recomeço das pedaladas, o desejo pelo corpore sano já que a mens anda tão cheia e tão pouco sana por vezes. Limitei-me a passar por ela no parqueamento, onde espera pela revisão que a ponha fina. Passei por ela e segui para uma caminhada de uma hora em passo rápido antes de voltar ao trabalho. Aquele diagrama de Eisenhower levado a sério tem que se lhe diga... Regressei on schedule com os pés quentes, a cara gelada, cheia de energia para retomar o importante e urgente e com uma dor de ouvido que dura até agora. Soprava um vento frio, muito mais do que previ.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Silêncio

Com o tempo tenho aprendido a ficar calada quando paira a incerteza e não existem factos que apontem no sentido do meu primeiro julgamento da questão.

Tem-me poupado muitos dissabores.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Shoe map


And the next shoe goes to...

Eisenhower matrix


Need one. Now!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sol

Diz o povo, sábio, que não é por muito madrugar que amanhece mais cedo.

É verdade que não será o saber-me a pé, esperando vê-lo chegar sobre o rio, que o fará apressar-se por aí além. Mas estamos combinados e amanhã vamos, ambos, levantar-nos mais cedo.

Ao bom estilo lusitano

Safámo-nos.
Desta vez correu bem. Juntando termos bebido em fonte Bayesiana às saídas airosas dos apertões, só posso concluir que assim continuaremos!

Dia 14 vou adormecer a ouvir o mar.

Acorda!

O excesso de confiança paga-se caro.

Quem me mandou pensar que seria fácil reservar uma dúzia de quartos e uma sala de reuniões para um sábado de Fevereiro num hotel que tem 243 quartos e 19 salas de reunião, com o objectivo de reunir a equipa, avaliar o andamento do projecto e espicaçar o pessoal a trabalhar mais e melhor?

Do outro lado da linha, diz-me a senhora, um tanto incrédula, Para dia 14? Já este 14? De Fevereiro? E eu, achando que ela não me tinha ouvido, sim, para 14 de Fevereiro. Retorna ela Pois... lamento, estamos esgotados, a data é especial... E eu, Sim, pois é..., a lembrar-me que no final do mês será enviado o relatório anual à FCT, que é tempo de fazer o balanço do ano passado e motivar a equipa. Ela, disfarçando mal a satisfação de ter casa cheia em tempo de crise, O nosso programa do Dia dos Namorados teve muita aceitação... E eu, aterrando, Ah... claro...
Ficou com o meu contacto, que ia fazer o possível por arranjar uma solução e já ligava de volta. Fico a torcer para que consiga alguma coisa, nem que seja com caminhas extra. É que já que tomei conhecimento da efeméride, quando me perguntarem que tal foi o fim-de-semana, poderei dizer

Hotel à beira mar!

Go, go, go!

Vi o céu a alaranjar-se entre as nuvens sobre o Mar da Palha, numa promessa tímida de um dia mais soalheiro.
Gosto das segundas-feiras de manhã cedo.
Agenda, here I go!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O meu Queijo

Não lhe mexeram, rançou.
Acabei de dar com a frase: "Quanto Mais Rápido Você se Esquece Do Velho Queijo Mais Rápido Pode Saborear um Novo".

Vou até ao Clube do Gourmet e volto já, sim?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Low tide

A maré baixa das pessoas é como a dos rios - revela como são no fundo.

Foi o que senti esta manhã enquanto caminhava ao pé do rio. O leito do rio, deste pelo menos, não é bonito. Tem lodo, pedras e restos de naufrágios de toda a espécie.
Mas é na maré baixa que se percebe porque é que veleiros belíssimos, conseguem navegar neste pequeno braço de rio- é na maré baixa que se revelam os canais que acolhem as quilhas que lhes permitem a navegação.
É também na maré baixa que o rio se enche de outra vida - a das aves. As garças cinzentas e os flamingos juntaram-se às residentes gaivotas e garças comuns. Alimentam-se da vida que existe no leito do rio.

No entanto, é a maré cheia que encanta. A do rio, e a nossa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Semear

Gosto de terra. Muito, mesmo. De semear, cuidar e, claro, colher. Quem já cuidou de um vaso de salsa, que seja, sabe do que falo.
O amor que tenho pela fertilidade da terra é o mesmo que tenho pelo cultivo dos outros em mim e que desejo exista de mim nos outros.
Mas preciso que o ciclo se cumpra sob pena de não voltar a semear ali. Tenho dificuldade em perdoar. Senti-o claramente quando hoje passei por um expositor de sementes e não as olhei duas vezes, sequer.

Golden brown


The Stranglers hoje na Aula Magna. Mais uma vez estas notícias chegam-me em cima da hora, para não dizer tarde demais, mesmo. Não vai dar para ir.
Mas recordar Golden Brown e Always the Sun tornou o exercício do pára-arranca desta manhã carrancuda de sexta-feira menos desagradável. Dei por mim a sorrir às pessoas e houve quem retibuísse. Talvez porque tivessem acabado de ouvir a mesma notícia e recordassem, como eu, o golden brown da pele no final dos verões da década de 80 ou porque, simplesmente, um sorriso é sempre algo bom. Mesmo quando vindo de uma estranha.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pinch me

Confesso que achava que não ia sair fumo branco mas aconteceu - licença sabática para 2009/10!
Não caibo em mim de contente. A minha primeira, primeirinha sabática!
A lista dos queros para este ano acabou de sofrer um incremento : quero que os meus alunos de mestrado acabem as teses até Junho.
A partir de Setembro (em Agosto vou deixar que o sol trabalhe sobre a pró-vitamina D que eu tiver ingerido) e até que chegue Setembro outra vez vou estudar em vez de ensinar, fazer investigação em vez de orientar. Pinch me, please, as it sounds too good to be true.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um doze avos

Fiz, pois fiz, uma lista de queros para fazer valer no ano novo. Este ano.
Esta manhã revi-a mentalmente, a ver em que pé andava a coisa uma vez que um doze avos dele já lá vai.
Um dos itens da lista é Cuidar melhor da saúde, que para mim é quase sinónimo de actividade física, ou seja, andar a pé ou de bicicleta. Não fossem uns passeios ao pé do rio e o elevador por vezes trocado pelas escadas , estaria à beira de assinalar Janeiro a vermelho no que respeita à matéria.
Fevereiro vai começar com a revisão à bike. Seguir-se-á a abertura da temporada, assim que a chuva der tréguas!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O amor é cego (q.b.)


Confesso que estava à espera de ver o "Sozinho em Casa" pela quinquagésima nona vez quando me sai (ou melhor, entra sala adentro) o Jack Black pela segunda vez em dois dias. É verdade, duas vezes em dois dias, já que ele era o outro, o que faltou mencionar, o quarto do elenco do filme de ontem. Não o mencionei porque, tal como o personagem que o dito encarnou no filme de hoje, às vezes julgo as pessoas pela aparência e ele, admito, não me agrada. Mesmo nada.
Sendo o Natal tempo de amor, deu-lhes (à TVI) para isto, para nos convencerem que, um, o amor não tira férias e, dois, que para se ter beleza interior é preciso ser-se um camafeu (leia-se que o amor é cego). Poupem-nos.
A cegueira do amor não é, a meu (não) ver, a dos olhos. É a cegueira do cérebro ou, para os mais românticos, a do coração. É a cegueira de que sofreu Iris, a mesma de que todos nós, uma vez ou outra, ou mesmo sempre, sofremos.
E amar de olhos sempre abertos será melhor? Reformulando a pergunta, será possível? É que há tanta coisa a que é melhor (para não dizer a que é preciso) fechar os olhos...