quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Unplugging needed. Urgentemente.



Já chegaram, as andorinhas. Sei porque ontem uma fez um voo rasante à minha janela tão perto do céu.

Ingredientes


Paciência. Bondade. Generosidade. Humildade. Delicadeza. Entrega. Tolerância. Inocência. Sinceridade.
Li isto e... acho que não está ao meu alcance. Falta-me Sabedoria para os combinar e servir na dose certa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sweet sixteen

E agora, mamã? E agora, que ficámos só as duas? Podemos ir andar de bicicleta e tomamos chá quando voltarmos, que achas?
Entrámos no elevador e ficámos viradas para o espelho. Pôs a mão dentro da minha, como sabe que eu gosto. A mão pequena, macia, de dedos esguios como ela. Ri-se e dispara trocista Tenho mais um palmo que tu e a minha mão ainda é pequena, o que quer dizer que ainda vou crescer. Brinco Pois vais, mas vais continuar parecida comigo, disso não te livras. Sorriu. Obrigada, mamã.
Também esta, foto de outros Carnavais.

Outros Carnavais


Este foi o último dos fatos de Carnaval que costurei, quase todos em contra-corrente. Nenhum foi de fada, princesa ou espanhola. Nenhum comprado feito e quase todos vestidos com algumas reservas porque mamã, ninguém mais vai assim... E eu Pois não, é que não há ninguém como vocês.
Esta tarde, enquanto a levava até junto dos amigos para assistirem ao espectáculo dos Orishas listou vaidosa, sem deixar escapar um, as fantasias de oito carnavais. Nove anos depois.

Lost



Na maioria das vezes, a vontade de desaparecer não é senão a face visível do desejo de ser encontrado.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

No meu placard


"É preciso ver para além do muro".

Pai

Sábado no monstro S.João


Oriente, Campanhã, FMUP-HSJ,Campanhã, Oriente.

No Alfa vou monitorizando a temperatura exterior. Os 17 graus e o sol fazem-me ter saudades dos meus ainda poucos quilómetros de corrida ou de bicicleta. Depois da pausa de sexta-feira por causa das dores musculares, sábado teria sido dia de voltar ao treino. Ao invés, o dia é todo gasto em viagens e trabalho.

Chego à entrada do hospital muito a tempo. Subo a rampa lentamente, aproveitando o sol. Entro e perco-me. Só há indicações para os serviços do hospital. A FMUP parece-me diluída nas entranhas do monstro. É o conceito de hospital universitário levado ao extremo pela falta de espaço, que faz com que departamentos da FMUP funcionem tão dispersos quanto entalados entre serviços.
Por fim encontro o anfiteatro nascente, dois pisos acima do anfiteatro norte onde dei aula na semana anterior. Acho tudo muito parecido, como o são também os anfiteatros. Antigos, em hemiciclo, com as bancadas a subirem vertiginosamente.
Os alunos instalam-se a custo. A manhã foi de aulas, a semana inteira de trabalho, e seguem-se 4 horas comigo. Nenhum deles é estudante a tempo inteiro e estão cansados, atolados em trabalho e pressionados por prazos.
Começamos e a partir daí o tempo voa. Entusiasmo-me e eles acompanham-me. São genuinamente interessados.
Ao fim de duas horas fazemos um pequeno intervalo e acompanho-os num café. É altura de conversar um pouco, afastarmo-nos do assunto da aula. Quebro o gelo, Terrível o anfiteatro, não? Sinto-me como num circo romano... . A Cristina, que é rapariga para a minha idade (como dizem as velhotas) concorda. Sim, mas não é nada do que era. Agora tem ar condicionado e o uso é outro. Quando entrei para o curso, tínhamos lá aulas de Anatomia. Onde está a secretária onde tem as suas coisas e o computador, havia uma bancada de mármore onde ficavam os cadáveres.

A próxima aula é no laboratório de informática. Ao que me disseram, como consequência da demolição já agendada dos pré-fabricados onde funcionavam, foram tranferidos para o piso -2, a subcave.
Para a semana, quando quiser quebrar o gelo, não vou fazer comentários sobre a sala. Não quero saber o que funcionou lá quando a rapariga que é da minha idade era caloira. É que a segunda metade da aula, passei-a com frio...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

8/2.2

Treino a pé, os mesmos 4Km de corrida. Mais um minuto do que ontem, o que foi uma surpresa boa dadas as dores musculares que senti no início.
Mais mudanças a introduzir: a bolsa de cintura para as chaves de casa é uma má solução, incomoda-me; o one size fits all que está escrito dentro dos bonés é mentira, no meu sinto lack-of-fit; sinto falta de trabalho de abdominal e braços para complementar o treino, tenho de pensar em como, quando e onde fazê-lo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Da estatística para os meus dias

Um teste de hipóteses consiste num procedimento estatístico que permite tomar decisões com base em informação experimental, ou seja, dados.
Envolve a especificação de duas hipóteses, ditas a hipótese nula e a alternativa. A nula comporta o conhecimento estabelecido ou seja, aquilo que se acredita ser verdade, conjectura que é refutada na hipótese alternativa.
Para a tomada de decisão é utilizada uma medida (estatística de teste) cujo comportamento (probabilístico) é conhecido sob a validade da hipótese nula. A rejeição da hipótese nula em favor da alternativa dá-se, então, quando a estatística de teste, calculada com base nos dados disponíveis, toma um valor tal que se torna pouco provável que a hipótese nula seja verdadeira.
Como em todos os processos de decisão, existe a possibilidade de se cometer um erro. Aqui, serão o de rejeitar algo que é verdadeiro ou de não rejeitar algo que é, afinal, falso. Estes erros têm nome e chamam-se de tipo I e de tipo II, respectivamente, sendo o de tipo I o mais grave uma vez que implica o "deitar por terra" o já estabelecido. Infelizmente, não há como controlá-los simultaneamente pois a diminuição da probabilidade de ocorrência de um implica, inevitavelmente, o aumento da probabilidade de ocorrência do outro.

Nos nossos processos de julgamento (dos outros, em geral), muitas vezes não temos o cuidado de identificar devidamente as hipóteses e utilizamos "estatísticas de teste" desadequadas.
Partimos do pressuposto culpado, usamos informação nem sempre fidedigna e precipitamo-nos de forma enviesada para o julgamento, em geral para declarar: Guilty as charged!
Mais tarde, passado o calor da fúria, de volta a nós, percebemos que metemos a pata na poça. Numa altura em que não nos resta senão de arcar com as consequências do erro de julgamento.

Recomendo(-me):
1- Identificar correctamente as hipóteses, sem esquecer que a hipótese nula é a mais importante e aquela a que está associada o custo mais elevado em caso de rejeição indevida (acho que é por isto que, em tribunal, se parte do princípio que quem está a ser julgado é uma pessoa de bem, cuja inocência só será negada havendo evidência nos dados, ali chamadas provas).
2- Escolher um teste adequado e potente, com boa capacidade discriminatória.
3- Ter um conjunto de dados fiável e de dimensão razoável.
Julgar com base em pouca informação ou informação não fidedigna dá direito a um cromo com a nossa cara na caderneta dos Maria-vai-com-as-outras.
Se tens pressa, vai devagar.

Back to myself

Hoje, neste exacto momento, pergunto-me como pude viver dois anos sem que o desporto fizesse parte dos meus dias. Mas esta é dor que ficou para trás, faça-se o balanço e retire-se dos erros a lição.
Quanto ao treino de hoje, os 4 km de corrida cumpriram-se em 26 minutos, sem paragens. Não foi mau atendendo ao estado ferrugento da máquina. Os últimos 800 metros custaram a valer, são sempre a subir, com a cota a variar uns 150 metros.
Mudanças a introduzir: vestir roupa mais leve, não esquecer o boné nem o protector solar se, como hoje, correr ao fim da manhã. Acho que vou optar por manhã cedo.

Objectivo para os próximos dias: manter a distância, melhorar o ritmo.

Outras estatísticas (des)interessantes: 4 abrandamentos, 2 buzinadelas, 1 travagem brusca.
Correr na via pública não envolve tanto perigo quanto aí pedalar mas também não é pacífico. Temos pena.

Um magalhães para aquele senhor, sff!

Pode ler-se na edição online do Público:

"A conta da rede social Twitter de Pedro Duarte, deputado do PSD, terá sido invadida na noite de segunda-feira durante o debate do programa “Prós e Contras” na RTP. Assinado por Pedro Duarte, um comentário sobre Isabel Moreira, uma jurista que integrava o painel de convidados, chocou os habituais leitores do deputado: “Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber, a sua orientação, mas falta-lhe homem”."

Sobre o que PD veio a público dizer:
“Alguém, ilegitimamente, twittou ontem em meu nome com conteúdos ofensivos, que lamento. Assim, encerro hoje a minha conta no Twitter até perceber o que se passou. Obrigado a quem me avisou e peço desculpa aos visados.” .
Mais abaixo,
"admitiu que a password era “bastante simples” (...) “Confesso que não conheço suficientemente o Twitter. Tenho de perceber melhor o que está em causa, mas não vou deixar de utilizar as novas tecnologias” (...) Pedro Duarte acredita que pode voltar ao Twitter até porque, como salienta, “na política, as novas tecnologias são importantes porque nos aproximam dos cidadãos”. Para já, disse o deputado, “sinto-me mais seguro em apagar a conta do Twitter.” ".

Se a isto se acrecentar que PD pertence à comissão parlamentar para a educação, ciência e cultura...
Sirva-se, de imediato, um magalhães a este senhor. Mas de preferência, se houver, um modelo sem ligação à internet. É que enquanto cidadã, não me parece que eu queira que o moço se aproxime de mim.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

8/2.1

Amanhã o treino vai ser a pé e pareceu-me demais fazer os oito km, porque a ideia é correr e não caminhar.
Google maps et voilá! Percurso marcado, distância medida. Da porta de casa ao fundo da baía, dois km. Regressar pelo mesmo caminho.

8.1

O relógio, o cá de dentro, o da bomba que transportamos e nos marca a cadência como nenhum outro, acordou-me antes das oito, muito antes. Foi de forma que às oito, com o CATEYE a zeros, me fiz à estrada e aos precalços.

Antes disso diverti-me a entrar no fato de ciclista que o B. me deu há dois anos. Coisa de profissional, high tech e high quality, um xs almofadado no traseiro comme il faut e convém mesmo a quem não tem próstata, e estampado de publicidade, que estas coisas custam couro e cabelo. De todas (e há muitas!), a que me gusta mas é a da Troiamarisco, que me dá direito a uma lagosto(so)na estampada. Corta vento por cima e lá escapei aos "Eh, pitéu!" que servem mais para rir do que para massajar o ego.

Seguiram-se precalços, pois claro, desde os pneus, que estavam pouco cheios e a roda de trás um tanto empenada, até à estação de serviço dos bombeiros, com a bomba de ar fora de serviço. Fui à Galp. Equipamento melhorado, mãos pretas a lembrar as dos mecânicos de garagem, e pronta para ir saber dos flamingos. Zero, só um bando gaivotas, lá ao fundo onde o rio ainda não tinha chegado. Não me distraí com muito mais, sob pena de ter um acidente. O piso é péssimo e o trânsito perigoso. Desviarmo-nos instintivamente dos buracos do pavimento pode significar levar uma panada dum carro.

Regressei feliz da vida, com os olhos, por deformação profissional, a mania dos números e do rigor, a controlar o CATEYE para que DST marcasse 8.00. Oito.

Experiência a repetir até ao infinito, que é, como às vezes oiço dizer, um oito deitado.

Oito

Sexta-feira, manhã bem cedo, o rio estava bonito. Muito. Acho-o sempre assim, bonito, e isso só pode ser pelo quanto gosto dele. Maré cheia, a superfície espelhada, como é costume de manhã cedo, o ar húmido, a neblina alaranjada pelos primeiros raios de sol, os vermelhos, que duram só uns minutos.
Do fundo da baía um bando de flamingos levantou voo. Fiquei a vê-los passar, coisa de segundos, que a velocidade relativa de dois corpos que se movem em direcções opostas é igual à soma das velocidades respectivas, o que é pena em casos como este. Como foi pena o fim-de-semana de trabalho a significar adiamento no cumprimento das promessas de pedalada assim que a chuva se fosse.
Depois foi vez de segunda-feira de manhã. Gosto de segundas-feiras, sabem a oportunidade. Desta feita, o caminho à beira rio serviu para deitar contas ao tempo, o que o relógio marca, e achar que oito é o número que me convém: oito horas de trabalho no máximo, horas de sono a tender para oito e as outras oito, utilizadas da melhor maneira possível entre dever e prazer.
Correu mal. Trabalhei onze horas, corri para o supermercado antes que fechasse, troquei o jantar por um copo de leite e entretive-me na leitura e nos rabiscos. O tempo voou e nem dei pelas horas. Oito é quanto marca o despertador. Amanhã às oito vou procurar os flamingos. Vou de bicicleta e só regresso depois de fazer oito quilómetros.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A última dança, guarda-a para mim

Gosto dele. É bonito, canta bem que se farta e vai ser de arrasar quando crescer. E canta coisas que me agradam.
Gosto desta canção em particular, já gostava antes de ele a cantar, não só porque se trauteia mesmo sem se dar por isso, mas pelo que me faz sentir.
Cada um de nós tem a sua história e saberá de si. Mas parece-me que todos temos tanto de particular como de igual ou de parecido com tantos outros, ou não seria um lugar comum revermo-nos em histórias banais. Como esta é. Ou não.
Save the last dance for me é o que se deseja que suceda no final do baile que são os nossos dias. O regresso acolhido com boas vindas tranquilas de quem sabe quem é para nós.
Ora troquemos o bailarico na canção por aquilo que gostamos de fazer (e com o que a cara metade, caso exista, não alinha) e digamos se não cai bem?
Com video mais a baixo, a servir de colírio pró menino e prá menina. Enjoy!
You can dance
Ev'ry dance with the guy
Who gives you the eye
Let him hold you tight
You can smile
Ev'ry smile for the man who held your hand
'Neath the pale moonlight
But don't forget who's taking you home
And in whose arms you're gonna be
So darlin', save the last dance for me
Oh, I know (oh, I know)
That the music's fine
Like sparkling wine
Go and have your fun
Laugh and sing
But while we're apart
Don't give your heart to anyone
But don't forget who's taking you home
And in whose arms you're gonna be
So darlin', save the last dance for me
Baby, don't you know I love you so
Can't you feel it when we touch
I will never, never let you go
I love you oh, so much
You can dance (you can dance)
Go and carry on
'Til the night is gone
And it's time to go
If he asks if you're all alone
Can he take you home you must tell him no
'Cause don't forget who's taking you home
And in whose arm's you're gonna be
So, darlin', save the last dance for me
'Cause don't forget who's taking you home
And in whose arm's your gonna be
So, darlin', save the last dance for me
Save the last dance for me
Save the last dance, the very last dance for me