terça-feira, 26 de maio de 2009

Oh happy days!


A felicidade é realmente feita de pequenas coisas. Hoje vou ver essa paisagem e sei que me vai fazer muito, mesmo muito bem. Mesmo que a ocasião seja para despedir-me de amigos queridos que não verei por uns meses.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Balance


Leio-a como sendo uma palavra inglesa - balance. Agora em português - balance. Acho que equilíbrio é isso mesmo, ser capaz de balançar. Balançar , contrabalançar e continuar. Acho.

Acho e quero. Para mim.

Figurões

Os nossos irmãos do outro lado do Atlântico chamam-lhe figurinha. Cá é cromo. 
Acabada a moda de coleccioná-los em papel, coladinhos em cadernetas, o que era realmente giro, ei-los à solta em carne e osso. E são todos cromos dos difíceis, daqueles que pensamos impossíveis de existir, mas que infelizmente abundam. Dão novo fôlego à definição de ridículo e valem muito menos do que aquilo que anunciam.

Queridos, porque vocês também são filhos de Deus, aqui fica para vós. Enjoy!


domingo, 24 de maio de 2009

Feu rouge

Costumo rir-me e dizer que não tenho medo de coisa alguma a não ser de luzes vermelhas no escuro. É mentira.
Escondo o medo que tenho da falta de lucidez, a luz que faz acender a luz vermelha no cérebro.

Também tenho medo do mau gosto. Muito.

sábado, 23 de maio de 2009

Alternativa


Garante que se não entrar em medicina vai ser rapper. Ou MC, como ela diz.
E já tem portefólio...

Grega


É como me vejo. Tanto que me apetece pendurá-los, aos inventores da ética e da moral, pelos calcanhares. Era isso ou nunca ter pensado nem sentido a importância destas coisas. Ser do mato, do mato mesmo, onde se vive em comunhão com os bichos e se aprende com eles, que vivem como manda a natureza, ou ser da cidade selva, onde vale tudo e manda a natureza humana, o que vai dar ela por ela. Mais coisa menos coisa. 
Estou de mal convosco, gregos da ethos e romanos da mos, a fazerem-me ser quem não sou na verdade.

Não sei se estou de mãos atadas se sem bracinhos. Mesmo.

Cocooning


A noite de sono foi curta. Outra vez curta e intermitente, como quase sempre. Acordei demasiado cedo, a uma hora em que a casa ainda pede silêncio. Deixei-me ficar um pouco, a ensaiar respostas para as perguntas da madrugada. Nada de novo, apenas ideias velhas revisitadas outra e outra vez. Ensaio uma mudança de perspectiva, tenho andado a tentar olhar para mim de fora, mas a mudança chega devagar e acabo a pensar mais do mesmo. Levantei-me com a convicção de que o que me atrai nos outros é a semelhança com aquilo que aprecio em mim e o reconhecimento no outro de parte do que gostaria de ser. Dificilmente escapo a isto, não consigo gostar realmente de pessoas que não admire. Até aqui tudo bem, não fosse não lhes tolerar a companhia quando lhes reconheço defeitos que não tolero em mim. E desses, o mais grave é a intolerância.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Virei buscar-te um dia. Prometo.


Vou ali por-te na prateleira, se não te importas. Gostava de te levar comigo mas não és de confiança. Não me ouves, a mim que sou ponderada, eu que estudo a teoria, que sei tanto de algumas coisas e alguma coisa de quase tudo... Não posso levar-te, tu fazes o que te apetece e quem se vê a braços depois sou eu. Fica aqui sossegado, por favor. Um dia virei buscar-te e seremos felizes os dois. Prometo.

Ficar


Há dias em que acordo com urgência de partir para não voltar. São dias de raízes soltas, que não é como as raízes se querem. Atribuo-a à falta de chão que seja meu, que se cultivasse terra esta vontade não voltaria. Tudo é móvel ou acessório menos a terra.

Essa vontade de partir que surge por tanto querer ter por que ficar. Por tanto querer ouvir fica.
Que é o que terra de que eu cuidasse me diria.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ou fica com as renas



Também gosto deste rapaz. Mas não tanto quanto do outro.

It's a kind of magic


Já não me deslumbro mas ainda me encanto. Muito.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Leva-as?

Cada pedaço que sai de nós não é perda. É semente. Como o são as palavras que, pensamos, o vento leva.

Síndroma de carpa dourada


Cada um tem aquilo que o puxa. A mim calhou ser o rio.

Hoje almocei à sua beira, olhando as tainhas. Nadam ora em pequenos grupos ora sós nas águas de brilho nacarado do óleo dos motores e tantas vezes opacas do que Lisboa ainda despeja no Tejo. Junto às docas, entre os veleiros, onde a água do rio reflecte o azul do céu, fazem piruetas quase ao jeito da Esther Williams e têm um ar alegre, de quem está de bem com a vida.
Pouco se pesca tainha, quase sempre por diversão. No anzol vão só as mais tontinhas, as que se julgam promovidas a carpas douradas.

As tainhas são do rio, mas não é preciso lá ir para ver disto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Contagem decrescente


O tempo é precioso, não quero que corra ainda mais depressa, mas a verdade é que entrei em contagem decrescente. O semestre está acabar e isso significa que vou poder dedicar-me mais a estudar coisas que me interessam e a delinear melhor o plano de trabalho para a minha tão desejada sabática.

E há o bom tempo de volta. Não sei ao certo quando chegou mas sei que hoje dei por ele a valer. Talvez porque tenha passado algum tempo fora do meu estaminé, talvez por ter aprendido fora desta minha escola coisas novas que me interessaram. Ou talvez apenas por ter acordado em posição starfish depois de uma noite um tanto insone.
Ou talvez por me terem dado 30 anos. É que em tempos de crise isso faz ganhar o dia...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Double face

O silêncio raramente é paz. Ou sabedoria. Ou conciliação. Ou quietude. Ou sinal de inteligência.
Maioria das vezes é tão só conveniente, por levar a pressupor alguma das coisas acima. Parece-me.