sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Que queres?


Que queres que te diga sobre o risco, senão que me apetece pisá-lo?

Mas se me queres ouvir sobre Teoria do Risco, terás de esperar pelo segundo semestre do próximo ano. Sim? É que este, é de sabática. Ano de pisar o risco, de descobrir. De ver (ainda mais) para além do muro e não de reescrever histórias antigas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ASAP

... estarei de volta. Mas para já tenho de ir até ali.

Os últimos dias passaram a correr, tal foi o amontoado de coisas para fazer. Enervantes, exigentes, rigorosas, com prazos apertados e sem margem para erro. Para dizer a verdade... gosto!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ai mulher!


Tem calma. Olha bem à tua volta. Depois olha para ti. Para dentro e para fora. Depois, levanta as mãozinhas. Sim, levanta-as. Isso, em direcção ao céu... Agora agradece.
E pára de pensar que o verde é mais vibrante dentro da cerca dos outros, ok?
É que se ao menos te desses conta que a tua cerca... Qual cerca?
Tonta!

Pode ser que quê?


Por muito que me apetecesse deixar-me ficar no conforto do sofá seguindo com o olhar as acrobacias das gaivotas no céu cinzento, resolvi levantar-me e deitar mãos ao que tenho para fazer.
Pode ser que me titilem os modelos de previsão de preços de electricidade. Humm?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Talvez não espere


A tarde passou assim, com risos, chá e crumble de amoras silvestres, as últimas das apanhadas pela miúda mais pequena manhã cedo em Setembro.
Entregou-me uma caixa cheia, com um sorriso ainda maior e as pontas dos dedos azuladas. Estavam tão maduras, algumas desfizeram-se..., riu-se. Lavei-as, escorri-as e congelei-as para as gastar depois, devagar. Para saboreá-las demoradamente, quando o frio tivesse chegado e apetecesse sentir a doçura do sol de verão.
Hoje à tarde, entre risos, chá e crumble de amoras silvestres colhidas pelas mãos da miúda mais pequena, a que tem mãos muito brancas e esguias, esqueci a agenda cheia das próximas duas semanas e achei que que há coisas que não são para serem adiadas.


Não me parece que vá esperar que 30 de Janeiro passe.

Digo eu aqui, baixinho,


que gosto de homens de ideias claras, de bem consigo mesmos, que não têm medo de mulheres competentes e que não confundem boa educação e cavalheirismo com servilismo.
Que sabem que igualdade quer dizer igual possibilidade de acesso à educação, aos cuidados de saúde, ao trabalho- à vida, enfim- e não que passamos todos a ter de fazer exactamente as mesmas coisas.
Por isso sim, gosto, muito, de ver homens que não se sentem diminuídos pela gentileza. Que abrem a porta do carro, tomam o lado de fora nos passeios, oferecem o braço em piso sinuoso ou escorregadio, sobem escadas à nossa frente e descem atrás de nós se não o puderem fazer ao nosso lado. E que fazem tudo isto sem esforço, naturalmente. De forma assimilada.
E de mulheres que sabem conviver com isto também de forma natural e assimilada. Sem acharem que foram elevadas ao estatuto de princesas, nem se armarem de repente em feministas modernaças e fazerem discursos inflamados sobre igualdade.

Digo eu, aqui, baixinho, sem hipótese de discussão. É assim como eu digo e pronto!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vão-se... os dedos


Parece fácil percebermos que aliviarmo-nos de coisas nos liberta. Temos menos do que cuidar, menos a proteger, menos a manter, menos a temer que nos seja tirado. Sobra-nos então mais tempo para vida e para a liberdade. Parece fácil mas não o é para todos, pelo menos não sem uma paulada daquelas que a vida sabe dar tão bem. Parece-me.
Desfiava eu o discurso da tal facilidade, chapa três, frases feitas, quando me doeu a verdade que é o facto de ser tão frequente a falha na avaliação do que é realmente importante. E falha até um dia, que é o dia em se vão as pessoas e ficam as coisas. Todas, metade delas, ou lá que porção for. Uma espécie de vão-se os dedos e ficam os anéis.
Vão-se os dedos que cuidavam, que protegiam, que mantinham.

Há coisa de um mês voltei a usar anéis, entretenho-me a rodá-los, estranho-os. Durante muitos anos tive apenas dedos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O lado B. B de Bambi.


Acho graça, juro que acho, às pessoas mentem com quantos dentes têm, dão desculpas esfarrapadas, e ainda pensam que sorriso é sinal de assentimento e que silêncio é sempre sinal de consentimento.
Não, não é. Por vezes o meu silêncio quer apenas dizer que não estou, sequer, disposta a gastar uma gota de saliva e o meu sorriso é uma forma discreta, não de me rir para ti, mas de ti. Bale, babe?

sábado, 28 de novembro de 2009

Anecúmena, eu

... vá-se lá saber porquê.

Ou até sei, mas é cá comigo.
Há dias que se escrevem com n. N de negro, de não, de neura!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Conta-me estórias

Ainda no outro dia comecei a escrever-te. Depois decidi que não, que não te escreveria nem pensaria em ti, sequer.
A vontade de ter-te perto foi coisa de momento. Apeteciam-me o teu colo, as estórias que me contas e as que deixas começadas com desfecho prometido para outro dia. Tal como eu gosto, para que fique aquela vontade impaciente de voltar a ver-te. De ver suavizarem-se as linhas do teu rosto enquanto me contas quem és, onde estiveste e como aqui chegaste. E o bem que te faz teres-me a ouvir-te.



O que é um contador de estórias sem um ouvinte? Mas... Was I made for you? Again, no me lo creo.

Assim...


... ou quase. E com saudades de ter tempo para olhar, sentir e respirar a vida que me inspira e me faz correr para aqui. Estou afogada em trabalho. Logo agora que me apetecia tanto, mas tanto, apaixonar-me...

A partir de 30 de Janeiro do próximo ano estarei mais disponível. I hope!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

No me lo creo


Porque é que escreves? Como é que fazes? Urgência. Apenas.
Não convenci e por isso, dias depois, lançou-me um Vê se escreves. Prometi que sim, se viesse a urgência. Disse-me que ficaria à espera, uma espera injusta.
Bastaram essas palavras. Acho que muitos anos depois ainda sabe picar-me, como fazia quando se sentava ao meu lado nos primeiros anos da escola secundária. Ou sabe ou foi por acaso, mas resultou.
Não sei que lhe fiz, foi o que pensei de repente. Por isso corri até à cozinha e espreitei a lateral do frigorífico. Lá estava, perto da esquina, pendurada com um íman, a tampa do iogurte. Peguei-lhe para ver a data, expirava a 21 de Outubro. Não tinha o ano mas sei bem que foi em 2006. Qual bolinho da sorte, acreditei e afixei-a para que me iluminasse. Guardei-a em tempos difíceis, em que qualquer tolice me parecia um sinal da proximidade de dias melhores. Dias melhores que não chegaram enquanto esperei daquela espera, da sentada. E esperei muito. O que não percebi na altura, mas que hoje sei bem, é que a espera é como os lacticínios: deve ser consumida num prazo razoavelmente curto. Expirado este, está condenada a azedar.
E foi preciso que azedasse para que eu percebesse que muito melhor do que esperar, é não esperar. Porque só quando não se espera é que existe a surpresa, o encantamento, a maravilha e o que sucede é apreciado e não comparado e rotulado como bom ou mau consoante exceda ou fique aquém do esperado.

Se existe o reverso da medalha? Sim. É que quem não espera, não por não depositar nos outros a responsabilidade daquilo de que precisa mas por se ter tornado impaciente, não se senta, raramente se detém. E deter-se calma e pacientemente é fundamental para maravilhar-se.

Não esperes, portanto. Não esperes nada de mim.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Should I stay or should I go?


Já me aconteceu, já disse não vás, não me deixes. Já pedi para ficar, já pedi que ficassem. E depois disso já me disse que nunca mais.
Não peço mais. Acho, até um dia, sei lá. Porque o futuro é, felizmente, incerto. Mas para já é como digo, não peço. E é assim, tanto, que no outro dia dei por mim a dizer, a escrever aliás, porque sombra de dúvida nisso não me resta, que não faço fretes. Se gosto fico, senão gosto bye bye. Excepto quando se trata daqueles que são os meus. Os meus-meus de sempre, aqueles de quem vim, aquelas que pus no mundo e os meus irmãos. Estes são aqueles por quem me viro do avesso, por quem dou passos à frente e atrás. E ao lado também.
Difícil é a indecisão, um pé cá um pé lá, a dúvida entre o ficar e a partida. Esta tem de ser pensada, sentida e resolvida sob pena de vivermos na angústia própria das meias-verdades.
Lembrei-me disto, que foi das coisas que aprendi a maior custo, a propósito de uma reacção ao meu até sempre do post anterior. Bateu cá dentro o Saudades tuas (...) faz-me falta ler-te. Por isso, e porque me faz falta escrever-te, estou assim, não sei se vá, não sei se fique.

Tenho cá para mim que meia verdade é como meio buraco. Não existe.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

40 anos


Segundo os dados, vi a luz do dia uns dias depois da internet, aquela que me permite estar aqui enquanto o relógio corre para a meia noite.
A mesma que deixarei de lado por uns dias, não sei quantos, até que me apeteça voltar. Preciso de um tempo, de falar para dentro, ou quem sabe, de escutar mais do que dizer.
Até sempre. Até já.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Foge comigo Mari..a


Tenho coisas para pôr em caixinhas, guardadas, onde entrarei de vez em quando para viver de forma diferente. Sem dores contra mim, contra ti, contra lá. Oxalá te veja por lá, ao meu lado.

Coisas que me ocorrem, e me fazem perguntar se são possíveis e viáveis estas caixinhas, enquanto tento escrever a minha contribuição para um projecto a submeter à FCT: Modelos de mistura. Porque a vida real é isso mesmo, uma mistura. Viver em caixinhas fechadas é fugir à plenitude. Parece-me, a priori. Mas talvez não seja, depois direi. Direi depois da experiência, em sede de conhecimento a posteriori. Como boa aprendiz de bayesiana que sou.

Pandora, a moça grega, tinha uma caixinha...