quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Foge comigo Mari..a


Tenho coisas para pôr em caixinhas, guardadas, onde entrarei de vez em quando para viver de forma diferente. Sem dores contra mim, contra ti, contra lá. Oxalá te veja por lá, ao meu lado.

Coisas que me ocorrem, e me fazem perguntar se são possíveis e viáveis estas caixinhas, enquanto tento escrever a minha contribuição para um projecto a submeter à FCT: Modelos de mistura. Porque a vida real é isso mesmo, uma mistura. Viver em caixinhas fechadas é fugir à plenitude. Parece-me, a priori. Mas talvez não seja, depois direi. Direi depois da experiência, em sede de conhecimento a posteriori. Como boa aprendiz de bayesiana que sou.

Pandora, a moça grega, tinha uma caixinha...

4 comentários:

edu disse...

Pode então dizer-se que o modelo dessas caixinhas que guardas é um modelo black box :P

Gosto de misturas e de modelos. Dos riscos naturais misturados com o espaço geográfico, para nos podermos refugiar em caixinhas seguras, protegidos da fúria dos elementos.

Mutante disse...

As caixinhas, Edu, são isso mesmo: refúgios.
E, mesmo protegendo-nos da fúria dos elementos, quem lá se encontra o que quer é poder sair.
Tenho a ideia de que tudo o que foge à naturalidade e que não pode ser vivido em modelo que não seja black box não é sustentável. Mas isto são concepções a priori.

Alexandra Brandão disse...

Um risco natural é pôr agora a pata na black box alheia? :P
Para-béns, Es-tre-li-nha!

Mutante disse...

Acontece, querida, acontece...