quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vale a pena ficar de olho nesse bloque

O Edu, o homem do Terra Ruim, presenteou-me com este selo. Agradeço-lhe comovida. Acho que tenho uns quatro leitores mais ou menos assíduos. Tirando eu e minha mana, sobram dois que lêem por razões neutras, já que eu me releio por necessidade e a minha irmã porque me ama.
Adiante.
Gosto de terra. Gosto da terra. Muito. Da terra fértil como da árida. Porque lhe encontro tantas semelhanças com o que continuo a achar ser o melhor de tudo: as pessoas.
Quanto ao Edu, não sei porque se chama Terra Ruim o seu blogue. Se fosse meu e eu o tivesse chamado assim, seria por sentir ser eu essa terra, por tantas vezes não dar em fruto a semente. Por receber e não dar, por saber e não ensinar, por ser cuidada e não cuidar. Mas isto sou eu, que tanto escrevo para me livrar do que me dói como para que a memória não me traia e apague as coisas boas. Mas isto é conversa e afasto-me do proposto. Devo deixar um link para quem me nomeou e indicar 10 blogues que ache de devam ser mantidos debaixo de olho.

1- Terra Ruim - porque o moço não só escreve mesmo bem como gosta da sua terra. Muito. Que é a única maneira de se gostar.
2-
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-

Prometo ir preenchendo.

8 comentários:

edu disse...

Minha querida Mutante,

Enternecido fiquei eu pelas tuas palavras. Melhor do que ninguém explicaste o que significa a terra para mim.

O nome do blogue surge como forma de homenagem a 2 dos mues escritores preferidos: Manuel da Fonseca (que começa o conto "A Campaniça" dizendo que Valgato é terra ruim) e Miguel Torga.

Como o último, defendo que a terra é a essência tumular de todas as coisas. É na terra que tudo acaba e é na terra que tudo termina.

E, porque é deste telurismo que é feita a minha natureza e os meus antepassados: gente que surripou, amanhou e com o seu suor adubou a terra e dela só teve aquilo que ela lhe pôde dar: a vida.

É por contraste a essa gente, que das pedras de sienito ergueu solo fértil, e por saber que tudo o que sou não é mais que terra erodida, fragmentos de rocha apodrecida à movida a enxurradas, que o blogue se chama Terra Ruim.

Tudo o resto é como dizes. E é como se sempre tivesses sabido quem sou! :P

Mais uma vez, obrigado!

Anónimo disse...

Não sei se faço parte desses 4 que refere, mas faço parte dos assíduos. Há já bastante tempo. Só agora me permito deixar um comentário porque não pode ser verdade serem só 4... recuso-me a acreditar nisso. O seu blog é para mim um grande fonte de aprendizagem e reflexão. Identifico-me muito consigo e admiro a sua capacidade de exprimir aqueles sentimentos que nos invadem a todos de uma forma tão clara e objectiva e ao mesmo tempo tão bonita.
Um beijinho da uma fã.
J.
P.S. Não sendo a minha idade muito distante da sua (desconfio), se possível, "quando eu for grande quero ser como tu"

Mutante disse...

Edu,
Uma homenagem que certamente os enterneceria sem envaidecê-los. Acho que a sua simplicidade os levaria, apenas, a sorrir felizes e gratos por saberem que a sua mensagem foi semente que deu fruto. Em ti.
Li Miguel Torga pela primeira vez pelos dez anos e Manuel da Fonseca pouco depois, aos doze.
Tinha acabado de Ler O Fogo e as Cinzas quando Manuel da Fonseca aceitou participar num programa cultural que era organizado pela
associação de estudantes da escola que eu frequentava. Não me lembro sobre o que falou mas recordo-me da sua figura como se o tivesse visto esta tarde- a voz e os gestos suaves, o sorriso franco e os olhos brilhantes e vivos.
Semeou em mim o apelo da terra.
Talvez por este ponto comum eu tenha percebido como vês a terra. Que é como eu me sinto e sinto a gente. Porque a gente é como a terra. É terra.

Mutante disse...

J,
Tenho, então, cinco leitores assíduos. :o)
Mentiria se dissesse que não me importa se me lêem ou não e fico realmente feliz por saber que o que vou escrevendo proporciona momentos de reflexão.
Muito do que vou escrevendo é fruto de reflexão, são sentimentos frequentes e ideias assimiladas. Outras coisas são fruto de impulso e que registo porque quero poder voltar a elas e pensar.
Há, por fim, o prazer da escrita, o exercício de síntese e de organização. E as palavras... gosto tanto de procurá-las, escolhê-las. Gosto do desafio de colocar por escrito exactamente aquilo que quero dizer. De forma simples. Porque ser capaz de dizer exactamente o que pretendo, no momento certo, da forma certa,
à pessoa certa, é um dos meus objectivos. Ia sendo tempo de ser capaz de fazer isso. É que não tarda estarei nos 40.
J, volte sempre. Escreva. É muito bem vinda.
Um abraço,
M.

edu disse...

\o/
H
/ \

Isto sou eu a fazer-te um vénia por conseguires, através da fotografia dinâmica do Manuel da Fonseca que acabas de revelar, remoer-me de inveja. Quem dera a mim lá ter estado também...

Mutante disse...

\o/
M
/ \

E isto sou eu fazendo uma vénia aos contadores de histórias que nos maravilham e ensinam.

Quanto a teres lá estado... olha que foi no princípio da década de oitenta. ;o)

Ah!...Esta história não terminou.

edu disse...

Eu queria lá ter estado, nem que fosse na década de 40! :P Hoje, já pouca gente daquela há a escrever em Portugal...

Alexandra Brandão disse...

Só li agora a postagem. E sou assídua, dizes tu. Mas acertaste no essencial: amo-te incondicionalmente.