quarta-feira, 8 de julho de 2009

Até mais ver


Sei que me repito, mas se não o disser parece que rebento: detesto feiras.
E isto de se morar numa espécie de manta de retalhos feita de lugarejos colados uns aos outros, todos com história e tradição, tem as suas desvantagens: as festas da terra. Não. As festas das terras. Das terras todas aqui à volta. Que têm, infelizmente e sem excepção, muito de feira e pouco de festa. Muito de venda ambulante, lixo e bandalheira, e pouco de tradição.
Não há freguesia que não reclame o direito à sua festarola estival com ruas enfeitadas e foguetes ao fim da noite do último dia. Fossem as festas só isso mesmo, mais a procissão, e não estaria aqui a debitar fel, antes pelo contrário, o fogo de artifício deitado sobre o rio é lindo de morrer. Mas não. Festa da terra, desta ou da do lado, é sinónimo de barracas, de barulho, de ruas cortadas ao trânsito e muita, muita bermuda, manga cava e chinelo, misturada com o cheiro das farturas e o barulho estridente das sirenes no intervalos das viagens dos carros de choque.

Mas, moça de sorte que sou, vem tudo a calhar: é que se hoje começaram as festas da terreola aqui colada ao lado, é já amanhã que a menina se vai. Pouco importa se vou p'ra trabalhar. A primeira coisa que vou fazer, vai ser comprar um chinelo e tomar uma água de côco. Isso e agradecer aos céus não ser carnaval.

1 comentário:

Alexandra Brandão disse...

Agora que não precisas que te carregue na bicicleta, aproveita ao máximo (mesmo que seja em trabalho - mas o que é isso, senão um grande prazer para ti?).
Parece que passou um ano desde que te li pela última vez. Até já, mana.