quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fora

Fora de horas, fora do tempo, fora do espaço, sou de fora.
De fora daqui,
de fora de tantos lugares,
de fora de mim.
Quero-me de volta ao que chamo de meu, tenho saudades.
Não se morre de saudades, sempre achei, tal como não se morre de amor.
Não se morre de amor, é verdade.
Apenas da falta dele.
Devagarinho.
Ou nem por isso.

2 comentários:

Alexandra Brandão disse...

Princesa, Estrelinha... Está quase.

Mutante disse...

Correram lentamente os últimos dias. Sob a chuva indolente do inverno carioca, há pouco o que fazer. Sufoca-se dentro das casas com grades nas
janelas tanto como tentando ver a paisagem através dos vidros escuros e embaciados dos carros. Numas e noutros ninguém se assoma à janela,
é perigoso. É-se refém de gente sem rosto nem nome, sabe-se apenas que eles descem do morro. Se os vi? Não. Mas garantem-me que é assim.