sábado, 5 de dezembro de 2009

Talvez não espere


A tarde passou assim, com risos, chá e crumble de amoras silvestres, as últimas das apanhadas pela miúda mais pequena manhã cedo em Setembro.
Entregou-me uma caixa cheia, com um sorriso ainda maior e as pontas dos dedos azuladas. Estavam tão maduras, algumas desfizeram-se..., riu-se. Lavei-as, escorri-as e congelei-as para as gastar depois, devagar. Para saboreá-las demoradamente, quando o frio tivesse chegado e apetecesse sentir a doçura do sol de verão.
Hoje à tarde, entre risos, chá e crumble de amoras silvestres colhidas pelas mãos da miúda mais pequena, a que tem mãos muito brancas e esguias, esqueci a agenda cheia das próximas duas semanas e achei que que há coisas que não são para serem adiadas.


Não me parece que vá esperar que 30 de Janeiro passe.

4 comentários:

Alexandra Brandão disse...

Escreveste duas vezes crumble de amoras silvestres e essas 4 palavras nessa sequência ficaram a ecoar. Apetece-me fazer tarte de maçã. Esta tarde?

Mutante disse...

Sim, esta tarde!
E no Natal, que vamos fazer?
Uma coisa fica já assente: vais provar uma receita que criei, de bacalhau com batata doce que é uma daquelas coisas de comer de olhos fechados, devagar, devagar, e esperar que não acabe.

Anónimo disse...

humm... parece ser bom... assim como tudo o que se espera que não acabe.

Mutante disse...

É uma delícia!
E como tudo acaba, o melhor, mesmo, é saborear cada bocadinho. De e da Vida.