terça-feira, 13 de outubro de 2009

Jump!


O rio, sempre o rio comigo e em mim. Aquele rio que mesmo quando já parece ser mar ainda é ele que ali está. Está naquele momento e logo no momento seguinte é ele ainda mas já não é a mesma água. No entanto, o rio é o mesmo. É como eu, é como me sinto. Em mudança permanente mas continuando a ser quem sou porque sou isso mesmo- mudança.
Estive lá, à beira da água, a passar em revista águas passadas, a ver as águas que passam agora e abrindo braços a águas futuras. Tranquilamente e em boa companhia.
O turbilhão emergirá depois. Ou não. Mas estamos de acordo, não se vive em antecipação, mas antes o presente. E esse foi, hoje, uma dádiva.
E a Casa de Santar brinda à falta de vergonha e de medo. É que não há pára-quedas melhor que sabermos, por pouco que seja, quem somos. E não nos envergonharmos disso- nem do que sabemos, nem do que ignoramos (mas que estamos dispostos a descobrir).

2 comentários:

Alexandra Brandão disse...

Chears!

Mutante disse...

Sim, chears! Aos dias vividos plenamente. Sem pesar pelo imutável passado nem sofrimento em antecipação pelo que ainda não chegou. Ao presente, Salud!