quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sim ou... sim?


A paixão move-nos.
E fá-lo a uma velocidade tal que só quando batemos com os ossos no chão é que nos lembramos dos anúncios da prevenção rodoviária. Aí, a maior ou menor custo, levantamo-nos, sacudimos a poeira e garantimos que aprendemos, que da próxima vez não será assim. Ou não. Ou que se acabou, que não haverá próxima. Ou sim.
Quanto a mim, é caso para dizer been there, got the t-shirt to prove it. E, porque não há duas idas ao tapete que sejam iguais, carrego comigo todas essas certezas contraditórias em que, cada uma de sua vez, acredito a valer.
Já o amor... sustenta-nos.
Esta é a certeza a que me agarro com unhas, dentes e alma e que emparelha sempre, embora de forma alternada, com as outras certezas mais acima. O amor pela vida, por nós mesmos e por aqueles que estão e estarão na nossa vida. De forma não narcisista, mas antes um amor tolerante, que aceita diferenças e, sobretudo, respeita. Descobri que vou no bom caminho para saber amar assim. Acho que já sei amar assim. Sei um bocadinho. Sou, depois de ter dado várias vezes com as costelas no chão e de muitas feridas lambidas, hoje, uma pessoa muito mais tranquila e mais feliz também.
Andava eu blá-blá-blá-blá-blá-blá,blá-blá-blá-blá-blá-blá, whiskas saquetas, agora-é-que-estou-bem-assim-calminha, adepta do amor-próprio-e-fraterno-e-mais-nada quando zás! dou por mim com ar alienado a rir-me p'ra toda a gente.

O amor sutenta-nos, a paixão move-nos.
Se se pode viver sem paixão? Pode, sim. Mas tem muito menos graça. E já que as costelas estão em excelente forma, venga!

Sim, venga! que tenho aqui à mão um estojo de primeiros socorros...

2 comentários:

Alexandra Brandão disse...

Iei!, diria o rapazito da Normandia. Tens o valor acrescentado por dentro e por fora. Aposto na versão completa.

Alexandra Brandão disse...

E toma lá mais uma achega, para tornar isto mais científico:
http://www.spq.pt/boletim/docs/boletimSPQ_100_047_28.pdf