sexta-feira, 5 de junho de 2009

Com Troll


Creio que está na nossa natureza, mais limitada pelo medo do que movida pela esperança, por via de reduzirmos o mal que nos possa acontecer e de aumentar o proveito que possamos tirar das situações, tentar ter controle sobre o que nos rodeia. Os cérebros mais analíticos constroem modelos que exprimem o desfecho em função de um conjunto de variáveis que se presumem completamente controladas. O que sobra, a diferença entre o que o modelo vai prevendo e os desfechos que se vão sucedendo, é o mal amado erro. Vamos na senda do melhor modelo, daquele que cumpre o seu desígnio de preditor acurado, que não comete erros, que pouco deixa nas mãos do acaso.

No desejo do conhecimento antecipado do desfecho e da eliminação da possibilidade de erro, substituimos a esperança por expectativa e saímo-nos, a maioria das vezes, mal.

Pois... acreditar que é possível controlar tudo é coisa de troll.
Ah! Outra coisa: cérebros analíticos e modelo são fruto de deformação profissional. Substituam-se por Chicos espertos e esquema, trama ou ardil, respectivamente, e fica a ideia universal apesar de dar tudo mais ou menos no mesmo - o tiro no pé. Ou os burros n'água, já que não há duas sem três e já havia burros em dois posts recentes.

1 comentário:

Alexandra Brandão disse...

Deixa lá, é sexta-feira, tempo de aplicar o segundo item da tua wish list. Com Troll alt del ou reset. Se não der, botãozinho e em último caso, a tomada. Ou o quadro eléctrico. Só para desligar mesmo.