domingo, 21 de junho de 2009

Fora de tempo


Qual é o momento certo para fazermos as coisas acontecerem? Qual o momento certo para começarmos, acabarmos ou inflectirmos nas nossas vidas? Não sei e não creio que alguma vez venha a saber.
Indiferente, o turbilhão corre contra o erro na contagem do tempo, ignorando que de pouco nos serve. As histórias de amor terminarão todas, sem excepção, demasiado cedo ou demasiado tarde.
Tenho para mim que, apesar de paradoxal, é nas que terminam demasiado cedo que seria possível o foram-felizes-para-sempre.

3 comentários:

Alexandra Brandão disse...

Não terá sido a ameixa mais doce aquela que mais tempo deu ao tempo e simplesmente se entregou por inteiro ao sol?

Mutante disse...

É sim. A doçura é fruto do tempo não corrido e da lenta entrega ao sol.

Mutante disse...

Mas eu... quero ser uva, não ameixa.
Quero que, dia após dia, pacientemente, sol, tempo e dedicação me preparem para a colheita tardia.

Também lhe chamam podridão nobre mas deixemos, para já, os podres de lado ;o)